A obra propõe uma reflexão filosófico-literária sobre a embriaguez como experiência-limite da criação, tomando como eixo conceitual o pensamento de Gilles Deleuze. A partir de uma leitura sensível de autores como Marguerite Duras, William Styron e James Ellroy, o livro investiga como o álcool pode funcionar simultaneamente como catalisador estético e como força destrutiva.
A embriaguez é compreendida não apenas como vício ou fuga, mas como experimento existencial capaz de desfazer identidades rígidas e abrir espaço para devires criativos. Nesse contexto, o boteco surge como território simbólico de partilha e vulnerabilidade, um espaço democrático onde afetos circulam e a fragilidade humana se converte em potência expressiva.
Sem romantizar o sofrimento, os fragmentos articulam uma ética da alegria e do cuidado, sugerindo que a arte nasce do confronto entre lucidez e desmedida, equilíbrio e vertigem, um embate onde criação e risco caminham lado a lado.
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R$ 64,90Preço
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